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domingo, 18 de setembro de 2011

Marketing pessoal é simples assim

Olá pessoal! Faz tempo que não coloco aqui um artigo do Pequeno Guru.

Hoje venho trazer para vocês mais uma espetacular postagem do blog.



Segue o mesmo que pode ser lido diretamente aqui.



Marketing pessoal é simples assim

6 DE JULHO DE 2010 • DIGA QUE VOCÊ PENSA!
Lembro vagamente de alguém ter me pedido pra escrever sobre marketing pessoal algum tempo atrás. Se você costuma ler o blog com frequência, sabe que esse assunto não é apenas raro, como nunca apareceu por aqui. Da mesma forma que, se você costuma ler o blog com frequência, sabe que eu escrevo muito sobre desenvolvimento profissional. Porque na minha opinião as duas coisas andam juntas.
As pessoas que estão muito preocupadas em melhorar seu marketing pessoal talvez tenham deixado passar algumas lições básicas de educação, valores, ética e trabalho em equipe. Ou talvez não, elas são educadas, éticas e sociáveis; mas lhe faltem sonhos, ambição e determinação que lhe motivem a ser as melhores naquilo que fazem. O objetivo do marketing pessoal é fazer você um profissional admirável, facilmente “comprável” pelas empresas — e pelos colegas.
Ao meu ver, a maior dificuldade não está na formação profissional. O mercado está cheio de graduados, pós-graduados, com MBA e fluência em idiomas. A maior dificuldade está em encontrar isso tudo em uma pessoa ética, transparente, simpática, acessível e aberta a opiniões. E mais difícil ainda, quando se procura atributos como intuição, criatividade e pró-atividade.
Ou seja, marketing pessoal é simplesmente uma questão de juntar qualidades pessoais, profissionais e bônus. (onde “bônus” é o que torna você diferente dos outros. Importante: ônus não é bônus!)
Eis as 10 principais características que o famoso consultor Max Gehringer considera importante em qualquer organização:
  • Liderança, confiança, visão, equipe, maturidade, integridade, visibilidade, empatia, otimismo e paciência.
As características profissionais tendem ser mais fáceis de desenvolver — liderança, visão, equipe — já as pessoais costumam ser mais difíceis. Paciência, otimismo, maturidade são resultados de uma quantidade incontável de variáveis na qual uma pessoa se depara até a vida adulta. Aqui entra uma boa dose de psicologia, mas acho que não é o que você quer ler agora… O importante é ter consciência do que afeta o seu marketing pessoal (e a sua imagem dentro da empresa).
Se tem uma coisa difícil nessa vida, é mudar a si próprio. Perceber os próprios erros é um grande passo, mas e depois? O que fazer quando se está certo de que é precisa mudar?
Guy Kawasaki –um dos nomes mais proeminentes da internet, admirado por muitos, pelas sábias palavras que escreve e seu jeito descontraído como empreendedor– talvez possa nos indicar o caminho. Em seu livro “A Arte do Começo”, Kawasaki nos ensina 4 lições básicas aplicáveis seja na carreira profissional ou em um novo negócio.
  1. Trabalhe por algo, não por dinheiro: Qual seu objetivo profissional? Todo mundo já ouviu algum dia que dinheiro é consequência. Acredite nisso e trabalhe para alcançar seus objetivos, não para engordar a conta bancária. [leia artigo complementar]
  2. Seja expert em algo: Onde tem marketing, deve ter posicionamento. Algo em que você seja reconhecido por dominar. Não uma ferramenta (ex: sou bom em Excel), mas um campo (ex: sou bom em desenvolvimento de produto). O objetivo aqui é ser excelente em algo, não bom em tudo.
  3. Faça bons amigos: É bobagem pensar que você vai chegar a algum lugar sozinho. Embora seja mais fácil você conseguir um emprego através de conhecidos, amigos são fundamentais tanto na vida pessoal como profissional. Reserve algum tempo pra cultivar as relações, com ex-colegas e atuais. A vida é feita de pessoas, sua carreira também.
  4. Seja forte: Uma das certezas da carreira profissional é que você vai escutar muito mais não do que sim. E aqui entra a importância de se ter objetivos claros. Quanto maior o sucesso, maior sua visibilidade, maior o número de pessoas que falarão de você e, como consequência, as críticas aumentam exponencialmente. Não aceite “não” como resposta, ao invés disso, acredite em você e veja como um “futuro sim”.
É possível que este seja o primeiro e último artigo sobre marketing pessoal que você vai ver aqui no blog. Porque se você está comprometido com o seu auto-desenvolvimento, você já está  fazendo seu marketing pessoal.
Quando ajuda um colega de trabalho, quando toma iniciativa, quando faz algo que não é tarefa sua, quando faz um curso, quando se auto-avalia, quando responde e-mails (ao invés de procrastiná-los)…  marketing pessoal é simples como a frase de Gehringer: “é a habilidade que um funcionário tem de aparecer, sem ser chato. E  de conseguir a simpatia da chefia, sem ser puxa-saco”.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Frase do ano...


“Leia, todo dia, algo que ninguém está lendo. Pense, todo dia, algo que ninguém está pensando. Faça, todo dia, algo que ninguém seria bobo o suficiente para fazer. Faz mal pra cabeça ser sempre parte da unanimidade.” (Christopher Morley)


Aconselho a leitura de todo o blog: http://www.pequenoguru.com.br/

domingo, 10 de julho de 2011

O preço de deixar para depois

Eita... Cada dia que passo eu admiro mais o Blog Pequeno Guru.

Tudo que leio lá aproveito em algo na minha vida.

Este post é um bom tapa na cara para quem está inerte e somente reclamando da vida sem fazer nada a respeito:


O preço de deixar para depois

7 DE JULHO DE 2011 • DIGA QUE VOCÊ PENSA!

“Daqui a um ano você vai desejar ter começado hoje.” (Karen Lumb)

Essa é uma das mais poderosas frases que li nos últimos meses. É muito comum ouvir “ah, se eu tivesse começado antes” ou “se eu pudesse voltar no tempo…”. Bem, você não pode, mas pode parar de procrastinar e começar a fazer agora o que sempre quis. Ou se arrepender amanhã, daqui um ano ou dez.
Eu estou sempre procurando maneiras de melhorar a minha vida, estar sempre aprendendo e progredindo. Mas isso requer uma grande habilidade de começar coisas, e começar é difícil pra caramba! Somos mestres em desculpas e nos acomodamos tão facilmente que acrescentar algo novo à rotina requer quase uma disciplina ninja. O último livro Seth Godin faz um ótimo trabalho nesse sentido. Vá em frente! Dê a cara a tapa! É normal ter medo, fracassar faz parte, mas se você continuar fazendo isso, um dia chegará lá.
Um artifício que uso pra avaliar o que devo começar agora e o que deixar apra depois é se, daqui a um ano, estarei arrependido se não o fizer. Suzy Welch criou um ótimo método que batizou de 10-10-10, o qual ajuda na tomada de decisão ao responder: qual o impacto que isso terá na minha vida em 10 dias, 10 meses e 10 anos. Certamente, há mais coisas que você quer e precisa fazer do que consegue fazer. O tempo é curto e o mercado não espera ninguém. Então, é preciso definir prioridades, algumas são mais urgentes do que outras, algumas são mais difíceis outras mais fáceis, algumas são mais longas enquanto outras podem ser feitas rapidamente. Priorize! Mas o que eu realmente quero enfatizar aqui é: faça o que você tem vontade! Faça o que sua intuição diz para você fazer, sem medo. A pior coisa que se pode fazer é não fazer nada. Aliás, não fazer nada é uma decisão — a pior de todas.  Tudo bem em pegar leve depois de terminar a faculdade ou deixar um cargo estressante, afinal você vai precisar de energia para fazer as coisas com entusiasmo, mas faça como os atletas; pare o suficiente para recuperar o fôlego e dar o seu melhor. Em outras palavras, passe muito mais tempo dando duro do que pegando leve. Eu costumo dizer que eu não sofro de preguiça, mas de inércia. Quanto mais tempo fico sem fazer nada, mais eu quero ficar. Se me mantenho ativo, é muito mais fácil manter o ritmo. [Artigo complementar:"Pequenas regras para ação"]
Colocar os planos em ação pode ser complicado porque envolve riscos. Geralmente tem muita coisa em jogo, desde uma dificuldade financeira até vínculos emocionais a um lugar ou pessoas. Se começar tem um preço a ser pago, não fazer nada também tem e esse é muito mais pesado do que a maioria das pessoas conseguem pagar. Como em um investimento, o preço final costuma ser maior que o inicial. Você já deve ter escutado essa frase: “se arrependa do que faz, não do que não faz”. Isso porque não há como se livrar do peso da dúvida: será que a minha vida seria melhor se eu tivesse tomado aquela decisão? Por outro lado, quando você faz e se dá mal, só lhe resta aprender a lição e seguir em frente.
Ficar no sofá de casa nunca rendeu a ninguém um bom emprego ou um casamento feliz. Tanto no contexto profissional quanto pessoal, a vida parece recompensar aqueles que estão sempre progredindo e colocando seus planos em ação. Ou seja, começando, fazendo coisas novas. A velha briga do retorno a curto e longo prazo: deixar algo para depois, pode significar HOJE tempo livre, economia, conforto; mas o real preço a ser pago AMANHÃ pode ser mediocridade, estresse, arrependimento. Pare e pense: o preço que você terá que arcar no futuro irá compensar o fato de não ter feito nada (que gostaria) hoje?

Fonte: http://www.pequenoguru.com.br/2011/07/o-preco-de-deixar-para-depois/

sábado, 2 de julho de 2011

Você faz propaganda na internet? E está medindo os resultados?

Post interessantíssimo sobre como medir os resultados de sua publicidade na internet, aconselho que quem é adepto desta modalidade de marketing leia:


As 7 métricas mais importantes da web

30 DE JUNHO DE 2011 • DIGA QUE VOCÊ PENSA!
Com o meio digital abocanhando uma fatia cada vez maior da verba publicitária — crescendo 30% no Brasilem 2010 — , e as novas mídias dominando os congressos e livros de marketing, um assunto especialmente importante que está no centro disso são as métricas.
Uma das principais vantagens da propaganda online é a facilidade de medir o seu sucesso ou fracasso. É impossível saber quantas pessoas compraram o seu produto porque viram o comercial na TV ou o anúncio em uma revista, mas é possível saber quantos compraram ao ver o banner na internet. No entanto, é muito superficial medir o sucesso de uma campanha online com base simplesmente em número de cliques, visitantes únicos ou pageviews. Como é um assunto relativamente novo, ainda não há uma metodologia pronta de como fazer, então cada um faz do jeito que acha mais adequado.
Provavelmente, uma das melhores propostas é a de um livro lançado esta semana chamado“Digital Impact: The Two Secrets to Online Marketing Success”. Escrito por um dos maiores especialistas em marketing digital do mundo, Geoff Ramsey (CEO do eMarketer) e o sabe-tudo da propaganda Vipin Mayar (VP executivo mundial da McCann), eles propõem o uso de apenas 7 métricas para se avaliar de forma eficaz o sucesso de ações online. “Profissionais de marketing digital hoje estão afogados em métricas, mas eles não sabem quais são importantes ou como ligar os pontos de uma maneira que leve ao aumento de desempenho”,diz Ramsey.
Vamos conhecer um pouquinho de cada uma das 7 métricas destrinchadas no livro.
Visitantes qualificados
O que vale mais, 10.000 visitantes interagindo e comprando ou 100.000 visitantes entrando e saindo do seu site? Essa métrica é importante porque avalia tanto quantidade como qualidade. É preciso haver uma boa proporção entre os dois, ao invés de apenas números absolutos. Dependendo do canal, muda a forma de avaliação, mas o enfoque é sempre o mesmo: o comportamento do consumidor. Visitante qualificado é aquele que faz o que a empresa deseja, ou simplesmente demonstra interesse pela marca, produto ou serviço.
Número de cliques
Embora seja a mais usada hoje em dia, esta métrica deve ter menos importância na opinião dos autores do livro. É um bom jeito de avaliar as respostas diretas a uma ação, mas como qualquer avaliação quantitativa ela é superficial. Sem falar que há jeitos de burlar e manipular número de cliques. Então, use esta métrica, mas nunca faça dela a mais importante.
Aumento de percepção de marca
Segundo o Trust Barometer 2011, a maioria das pessoas precisa ter contato com uma informação de 3 a 5 vezes para acreditar nela. Isso significa que a mensagem que diz que aquele produto é o mais seguro deve ser vista no jornal, na TV e no rádio — no mínimo — para ser aceita como verdade, desta forma, melhorando a percepção da marca. O meio digital é excelente para isso, pois oferece vários canais diferentes, e com maior flexibilidade. Uma maneira de medir a percepção de marca de uma campanha digital é comparar dois grupos de consumidores, os que tiveram acesso à campanha na internet e os que não tiveram, e medir o que mudou.
Nível de engajamento
Esta métrica é especialmente importante para medir uma ação cross-media, e capturar o magnetismo que cada meio exerceu nos consumidores. O nível de engajamento (Engagement Score, em inglês) passa por  mobile, propaganda online, games, hotsite, video, blog, redes sociais e o que mais surgir daqui pra frente.
Taxa de conversão
Então, o consumidor acessou o site via QR Code que você colocou na loja, ou assistiu aquele video criado exclusivamente para a internet, e depois disso? Ele comprou o produto? Compartilhou o video? Não fez nada? A taxa de conversão é uma métrica fundamental para medir a eficiência da campanha, analisando se os objetivos da empresa foram alcançados.
Medidores de eficiência
Outra bastante usada por aí, principalmente pelos veículos  na hora de vender mídia. Custo por clique, impressões, engajamento, vendas, alcance, etc. O objetivo dessa métrica é avaliar se os resultados obtidos correspondem ao valor investido. Não adianta alavancar vendas e ter prejuízo.
Retorno sobre o investimento
O famoso ROI também deve estar presente no universo digital. É mais uma métrica financeira, mas ao contrário da de cima, ela se foca nos resultados e não qual o jeito mais eficaz (e mais barato) para se atingir o objetivo. O ROI busca assegurar que cada ação de marketing — seja ela online ou offline –  gere resultados sólidos para a empresa. Resultados esses que podem ser: retenção, lealdade, vendas, novos clientes, percepção de marca, etc. O livro oferece várias metodologias para avaliar o ROI.
Profissionais da área, todo mundo correndo comprar o livro que não deve sair no Brasil tão cedo!

Fonte: Pequeno Guru

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Como fazer os empregados amarem o trabalho

Qualidade de vida no trabalho envolve algumas áreas que vão desde ter um chefe legal até uma sala agradável. Aliás, essas 2 coisas são as que mais impactam o funcionário no dia-a-dia do trabalho. Já escrevi um artigo sobre“chefes”; então, agora vamos falar sobre ambiente de trabalho. fazer os funcionários amarem o trabalho




Pessoas são responsáveis por manter a qualidade no trabalho lá em cima; nem os escritórios do Google vão fazer você amar a empresa em que trabalha, se seus colegas forem chatos, desrespeitosos e arrogantes. No entanto, um bom espaço físico, organizado, bonito e funcional faz a diferença. Veremos agora 5 fatores importantíssimos capazes de fazer os funcionários trocarem suas casas pelo escritório.
1. Organização é fundamental
Desorganização não apenas causa má impressão, mas desmotiva as pessoas quando elas não conseguem achar o que procuram, quando percebem que ninguém se importa com isso ou quando não tem os materiais de escritório que precisam para desempenhar suas funções. Segundo uma especialista,  a organização do departamento  deve seguir 5 áreas principais: papel, material geral de escritório, disposição dos móveis, informação eletrônica e administração do tempo.
2. Conforto não é luxo, é motivador
Não é frescura, um espaço em que os funcionários se sintam bem contribui diretamente para felicidade deles e a felicidade tem ligação direta com desempenho. Conforto vai além de uma mesa ampla e uma cadeira confortável, inclui: boa iluminação, ventilação e temperatura gostosa.
3. A opinião de todos é importante
Impressão pessoal: 90% dos funcionários não fazem tudo que pode pelas empresas que trabalham. Talvez pelo baixo salário, mas na maior parte por não possuirem autonomia ou abertura suficiente com o seu superior para expressar sua opinião. Funcionários que acham que suas opiniões não são levadas a sério ou nunca são executadas ficam indiferentes depois de algum tempo.
4. Espaços sociais
É sempre bom estimular a comunicação independente da área de atuação. Espaços como jardins, refeitórios, lanchonetes ou sala de relaxamento ajudam as pessoas a se conhecerem melhor, trocarem informações, ideias e até pode ajudar na solução de problemas profissionais e pessoais. Além disso, espaços assim geram grande fluxo de pessoas e é o melhor lugar para manter a equipe informada através de murais com informações úteis — não só vindo da empresa, mas também entre funcionários.
No entanto, é comprovado que espaços amplos dificultam a concentração, então enquanto isso é bom por um lado, continua sendo necessário trabalhar em salas fechadas quando é preciso manter o foco em projetos específicos.
5.  Ambiente de trabalho como uma comunidade
Quão perfeito seria trabalhar em um lugar onde os colegas de trabalho se ajudam e ajudam porque gostam, sem esperar algo em troca? Poucas empresas têm o privilégio de abrigar ambientes assim. Pessoas que quando têm um tempo livre, não se importam de ajudar o outro ou ensinar algo que o colega não domine.
O que torna um ambiente de trabalho uma comunidade é a sensação de equipe, não de competição.
Existem outras coisas capazes de mudar drasticamente o comportamento e a satisfação do funcionário com a empresa em que trabalha; porém, empresas assim parecem estar numa realidade paralela, porque são muito difíceis de ver com os próprios olhos. Apenas empresas cujo valor central é o bem-estar dos funcionários, ou as mais “moderninhas”, costumam aplicá-las. Essas empresas costumam:
  • Tornar rabalho fora do escritório uma opção.
  • Ter uma decoração ousada e equipamentos pouco comuns.
  • Perceber que cursos in-company é um enorme diferencial para a empresa
  • Considera usar o espaço da sua empresa para propósitos além do business: eventos beneficentes, coquetéis, workshops, palestras e até espaço artístico.
  • Dão presentes de vez em quando que não estão em nenhum documento do RH. Almoço, viagens, comes&bebes no aniversário, atividades para filhos de funcionários, etc.
[Baseado neste artigo da revista Inc.]

Esta dica foi dada pelo Pequeno Guru

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Como criticar sem magoar... Feedback é preciso! Feedback é necessidade!

“Eu não tenho nenhum talento especial. Eu apenas sou um eterno curioso”
Você sabe quem disse isso? Albert Einstein... Pelo menos foi o que eu vi lá no Saia do Lugar.

Pois bem, mas a dica de hoje vem de outro lugar... A dica foi dada pelo Pequeno Guru Sylvio Ribeiro e trata sobre a habilidade de sabermos CRITICAR... Sim... Criticar é preciso! Mas é preciso saber criticar... Mais que isso, é preciso criticar sem fazer uma crítica, mas sim um FEEDBACK...

O diálogo é preciso em nossas vidas, dentro da nossa casa, com nossos amigos, parentes, mãe, pai, namorado(a) etc... Por que diabos não seria preciso em nossa empresa?

Segue o artigo:


Como criticar sem magoar

Particularmente, não gosto do termo “crítica construtiva”. Primeiro, porque a maioria das pessoas que criticam não o fazem de forma realmente construtiva. Segundo, porque se você trabalha com pessoas para uma empresa onde o sucesso depende do coletivo, deve estar preparado para receber críticas e dar críticas. Infelizmente, grande parte dos profissionais não estão preparados para nenhum nem outro.
É normal querer ser simpático e evitar ferir os sentimentos das pessoas. Dá para entender que alguém se sinta mal ao receber uma crítica. Mas isso não é aceitável e muito menos produtivo. Precisamos estar abertos às críticas, seja para dar ou receber. Não é fácil, mas precisamos implantar a cultura da crítica na nossa empresa e na nossa carreira. Como diz o consultor Peter Bregman:
Dar feedback às pessoas é um ato de confiança e segurança. Isso demonstra que você acredita na habilidade de mudar da pessoa, que ela irá usar a informação para se tornar melhor, e que você acredita em seu potencial.
A crítica é a melhor — em muitos casos a única–  maneira de enxergar os nossos pontos cegos,  aqueles defeitos que não sabíamos que tínhamos ou víamos de maneira distorcida da realidade. Todo mundo tem ponto cego. Estamos sempre tão focados em certas coisas (carreira, filhos, cursos, dificuldades) que acabamos descuidando de coisas aparentemente triviais. Ter alguém que lhe diga que você é muito fechado, ou não se veste de maneira adequada, ou que você fala demais nas reuniões; é valioso. O problema é que as pessoas só costumam falar isso em três situações: 1) Quando é seu chefe; 2) A situação está insustentável; 3) Quando é seu amigo. E, mesmo assim, chefes e amigos costumam adiar até ficar insustentável.
Mas nem sempre a situação é tão ruim assim. Aquele seu colega que envia “e-mails descontraídos” para o pessoal do escritório não vai ser demitido por isso. Aquela sua colega que só fala em festa não vai ser demitida por ser baladeira. Apenas pega mal, e talvez eles nem estejam cientes do impacto negativo disso porque nunca ninguém falou.
Mesmo quando o problema afeta à empresa e foge do contexto particular, as pessoas não gostam de criticar. Quantas e quantas vezes eu vi e ouvi histórias de pessoas que não abriam à boca em reuniões, mas criticavam ao colocar o pé para fora da sala. O pior é que essas críticas poderiam ajudar à empresa e à equipe a criar algo melhor, mas as pessoas não falam; seja por não se sentir confortável, por não querer ofender o trabalho do colega ou mesmo porque não vai com a cara dele. Existe uma coisa pior do que criticar: ver algo fracassar e não fazer nada.
Eu não sou a melhor pessoa do mundo para receber críticas, e tenho minhas dúvidas se alguém realmente se sente bem ao recebê-las, mas a diferença está na habilidade de lidar com elas. Eu sou uma pessoa muito crítica, não do tipo que sai apontando os defeitos dos outros, mas do tipo que tem sempre uma opinião sobre algum assunto. Às vezes eu espero as pessoas pedirem minha opinião, às vezes eu dou minha opinião sem ser solicitado, mas nunca dou minha opinião se não percebo o mínimo de abertura da outra parte. Porque ela provavelmente não irá receber bem. De qualquer forma, é algo que requer vigilância. Se é para o bem da empresa e o se o seu trabalho também está em jogo, faça!
Mas faça com jeitinho, e aqui vão algumas dicas de um especialista:
  1. Peça permissão. Antes de sair metralhando, pergunte “posso dar minha opinião?”. Isso irá preparar a pessoa para receber uma crítica ou elogio, e evitará ser pego de surpresa.
  2. Não rodeie. Ultrapassada a barreira de abrir a boca, seja claro e não floreie com elogios.  Concentre-se no problema, não na pessoa. Começar uma crítica citando os pontos positivos irá minimizar a importância da crítica.
  3. Faça com frequência: Não criticar nunca tem outro problema, quando se faz, a crítica parece mais negativa. O ideal é criar a cultura do feedback, em que as pessoas sintam-se livres para dar suas opiniões uns para os outros sem se ofender ou levar para o lado pessoal.
Em algum momento, crítica se tornou sinal de algo nocivo, assustador e pessoal. As pessoas até passaram a chamar de  “crítica construtiva” quando ela parece mais positiva. Fato é que toda crítica deve ser bem-vinda, pois em muitos casos é a única maneira de melhorar o nosso trabalho e as nossas atitudes.
O grande problema da crítica está em quem critica. Precisamos aprender a criticar. O modo e a intenção com que se faz deve ser nobre.  Gentileza e bom-senso são qualidades que se traz de casa. Sinceramente, não acredito que ninguém critique com a intenção de machucar, mas se existir alguém assim na sua empresa, aí o problema é outro: RH.

Fonte: Pequeno Guru
Conteúdo protegido pela licença Creative Commons.

Um abraço!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Usando o estresse a seu favor

Eu aconselho a todos que leiam o Pequeno Guru, é um ótimo blog e vou reproduzir um de seus posts.

Sempre que leio o blog algo me é acrescentado...

Este artigo é nota 10.


Com o estresse afetando 70% dos profissionais brasileiros e tendo correlação com as 6 principais causas de morte segundo a American Psychological Association, é um assunto que todos nós devemos incluir entre os tópicos de interesse porque afeta diretamente o seu desempenho profissional, sua saúde e vida social. Mas será que estresse é tão ruim assim?
A resposta é: sim. Contudo, já que ele está presente em quase todo ambiente de trabalho — em maior ou  menor escala — vamos tentar tirar algum proveito, e isso é possível.
Faz mais ou menos uns 3 anos desde que eu senti que havia alguma coisa de bom no estresse. Quando você trabalha em uma agência de propaganda e esta com o deadline apertado, a tensão é alta; todos esperam que você entregue algo incrível em tempo recorde. Depois, se considerando o maior publicitário da cidade e quiçá do mundo,  a criação volta ao criador com algumas “recomendações” mais ou menos assim: “o cliente não gostou”. Percebi que algumas vezes as ideias vinham mais rápidas conforme o prazo se aproximava ou dependendo do nível de exigência do cliente. Não era comum, mais acontecia.
Essa impressão continuou quando eu deixei de trabalhar em agências. Quanto mais trabalho eu tinha, mais produtivo eu me tornava. Desta vez, sem o excesso de retrabalho, o estresse parecia atuar mais ao meu favor. Ficou claro que dependendo de qual seja o nível de estresse (nada insuportável) ele pode dar um gás no desempenho profissional.
Eu não queria acreditar, sempre tive trabalhos estressantes e chefes do século retrasado que me tornei grande defensor da qualidade de vida no trabalho como catalisador de desempenho. Então, conheci o trabalho de 2 professores americanos — um de Harvard e outra de Yale (obs: as duas universidades são rivais). Eles queriam averiguar se estresse era uma questão de mentalidade, ou seja, se você ver o estresse como algo que pode ser positivo, irá colher frutos?
Analisando 380 gerentes, divididos em 2 grupos, onde metade assistiu um video de 3 minutos mostrando os problemas do estresse enquanto a outra metade assistiu um video mostrando os benefícios do estresse.
Benefícios do estresse: aumento de produtividade, melhora a memória, acelera a recuperação física depois de uma cirurgia,  torna as pessoas menos influenciáveis, facilita enxergar novas perspectivas, a se tornar bom em algo, aprofunda relacionamentos, faz as pessoas darem mais valor à vida, aumenta o senso de propósito e fortalece o que é prioridade.
O resultado foi que os gerentes que viram o video do estresse como algo que pode melhorar o desempenho,  passaram a usar o próprio estresse a seu favor, diminuindo o lado negativo,  e começaram a se sentir mais produtivos e dispostos. Também se queixaram menos de sintomas relacionados ao mal, como dores de cabeça, dores nas costas e cansaço. Em uma escala de produtividade que vai do 1 ao 4, esses profissionais subiram de 1.9 para 2.6. Satisfação com a vida também teve um aumento significativo.
Após os bons resultados, os professores Shawn Achor e Alia Crum criaram um programa com 200 profissionais cujo objetivo era mudar a maneira como eles viam o estresse e redireciona-lo para algo positivo. O processo teve um grande impacto na vida desses profissionais, melhorando sua saúde e a eficiência no trabalho — as duas coisas mais afetadas.

Repensando o estresse

  1. Ter consciência do estresse.
  2. Determinar as causas do estresse e o sentido por trás.
  3. Redirecionar o impacto do estresse para aumentar a produtividade por trás do sentido.
Uma coisa é certa: reclamar não ajuda em nada. Ao se deparar com o estresse, você pode lutar (bater de frente) ou fugir.  Porém, pesquisas sugerem uma terceira opção. Acho que parte disso é culpa dos livros, da mídia e da sociedade que estigmatizaram o estresse como o mal do século. Quanto mais livros, matérias e pesquisas como essas se espalharem, melhor vamos aprender a lidar com algo que já faz parte do no dia-a-dia e está presente em quase toda empresa do mundo.
[Baseado no artigo "Make Stress Work for You"]

Protegido pela licença Creative Commons.
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